sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

PLANO DE AÇÃO PARA MELHORIAS NA SAÚDE PÚBLICA


Título:

MELHORIAS NA SAÚDE PÚBLICA – REDE DE ESGOTO 100%
Identificação do/a cursista:
Nome:
Órgão em que trabalha:
Formação:
Função:


Município:
Observação (caso seja necessário):


Nome do Polo ao qual se vincula:

Data de finalização do Modulo 2:

Karla Cristina de Abreu Quintela
Governo do Estado de MG e ES
Economia/Licenciatura em Matemática.
Professora de Matemática, Geometria, Economia, Marketing e Empreendedorismo,  técnicas avançadas de vendas, Recursos Humanos e Gestão de Pessoas.
Aimorés/MG



UAB - Baixo Guandu

30/09/2011
Objetivo Geral da ação:

Fazer um estudo detalhado da cidade de  Aimorés/MG, visando levantar dados de alguns pontos da cidade com rede de esgoto a céu aberto, fotografar, fazer um relatório técnico do estudo realizado e repassá-lo para o prefeito municipal e/ou câmara dos vereadores para implantação de interceptores, estação de tratamento de esgoto, rede de esgoto e saneamento básico 100%.
Cobrar parecer do prefeito, soluções para que a cidade tenha tratamento de esgoto e saneamento básico na sua totalidade, incluindo distritos.
Justificativa:
Políticas públicas em saúde são entendidas como ações e serviços prestados a população também em saneamento básico e demais serviços que melhorem a qualidade de vida da população, sendo assim após vários estudos e pesquisa de campo conforme fotos apresentadas no final deste plano de ação, detectou-se as condições de saneamento básico de alguns bairros da cidade que atende 95% da população e não dispõe de interceptores e estação de tratamento em sua totalidade, sendo parte dos efluentes coletados lançados “in natura” em diversos pontos, conforme indica o Estudo de Viabilidade:
 Qualidade de Vida III – Saneamento,  disponibilizado pela UHE de Aimorés. Justifica-se a implantação deste programa pelo fato identificado através de fotos, que após implementação e conclusão trará benefícios para melhor qualidade de vida da população menos favorecida e discriminada, diminuindo assim alguns problemas simples de saúde.
Descrição da ação:

Identificação das áreas que se encontram com esgoto a céu aberto;
Identificação de áreas (residências) onde não tem rede de esgoto e saneamento básico;
Fotografar;
Pesquisa com a população;
Elaborar relatório técnico;
Encaminhar relatório para associação de bairros, camara dos veriadores e prefeito municipal;
Buscar parecer do prefeito municipal, solução e prazos para  solucionar o problema.
Cronograma  
Para planejamento:
Para execução:


2 meses
6 meses a 1 ano em todo perímetro urbano
População beneficiada
População dos distritos e da área urbana da cidade, desde que parte da cidade é cortada por um córrego onde o mau cheiro é insuportável devido ao esgoto que nele é lançado.
FOTOS
Esgoto próximo ao parque de exposições - Bairro da Igrejinha



Esgoto lançado em córrego próximo a cadeia pública 

Nota-se que algumas obras já foram iniciadas, mas na data da foto estavam paralizadas



Esgoto lançado a céu aberto. Ponte próximo ao parque de exposições - Bairro Igrejinha  

É visível os canos no fundo das casas, onde o esgoto é lançado no córrego, que deságua no rio doce, praticamente na entrada da cidade.


Córrego deságua no Rio Doce 




Esgoto que corta a cidade - Próximo a capela mortuária.



Ao fundo a areia, leito do rio doce na  cheia.


                                     Não há saúde sem saneamento






Essa situação do setor de saneamento no Brasil tem conseqüências muito graves para a qualidade de vida da população, principalmente aquela mais pobre, residente na periferia das grandes cidades ou nas pequenas e médias cidades do interior.

Da população diretamente afetada, as crianças são as que mais sofrem.



Veja os números:

  • 65% das internações hospitalares de crianças menores de 10 anos estão associadas à falta de saneamento básico (BNDES, 1998);
  • A falta de saneamento básico é a principal responsável pela morte por diarreia de menores de 5 anos no Brasil (Jornal Folha de São Paulo - FSP, 17/dez/99);
  • Em 1998, morreram 29 pessoas por dia no Brasil de doenças decorrentes de falta de água encanada, esgoto e coleta de lixo, segundo cálculos da FUNASA realizados a pedido do Jornal Folha de São Paulo (FSP, 16/jul/00);
  • A eficácia dos programas federais de combate à mortalidade infantil esbarra na falta de saneamento básico (FSP, 17/dez/99);
  • Os índices de mortalidade infantil em geral caem 21% quando são feitos investimentos em saneamento básico (FSP, 17/dez/99);
  • As doenças decorrentes da falta de saneamento básico mataram, em 1998, mais gente do que a AIDS (FSP, 16/jul/00);
  • A utilização do soro caseiro, uma das principais armas para evitar a diarréia, só faz o efeito desejado se a água utilizada no preparo for limpa (FSP, 17/dez/99).








































Resumindo:

Isto significa que:



Uma criança de 0 a 4 anos morre a cada 96 minutos em nosso país por falta de saneamento básico, mais precisamente, por falta de esgoto sanitário (FUNASA-FSP, 16/jul/00).
























Outros países, principalmente os subdesenvolvidos, também sofrem com este problema. Reportagem publicada em uma das mais importantes revistas semanais brasileiras mostrou que a falta de saneamento básico ainda atinge uma parcela expressiva da população mundial, com conseqüências gravíssimas para as crianças: 
(Veja, 22/dez/99)

  • 1 bilhão de pessoas não dispõem de água potável.
  • 1,8 bilhão não têm acesso a sanitários e esgoto.
  • 8 milhões de crianças morrem anualmente em decorrência de enfermidades relacionadas à falta de saneamento.






Isto representa:


913 crianças por hora, 15 por minuto ou uma a cada quatro segundos morrem no mundo por doenças relacionadas à falta de saneamento.



Os quadros a seguir mostram algumas doenças resultantes da ausência de esgoto sanitário ou de água adequadamente tratada.

Grupos de DoençasFormas de TransmissãoPrincipais Doenças RelacionadasFormas de Prevenção
Feco-orais (não bacterianas)Contato de pessoa para pessoa, quando não se tem higiene pessoal e doméstica adequada.
  • Poliomielite
  • Hepatite tipo A
  • Giardíase
  • Disenteria amebiana

  • Diarréia por vírus
» Melhorar as moradias e as instalações sanitárias

» Implantar sistema de abastecimento de água

» Promover a educação sanitária
Feco-orais (bacterianas)Contato de pessoa para pessoa, ingestão e contato com alimentos contaminados e contato com fontes de águas contaminadas pelas fezes.
  • Febre tifóide
  • Febre paratifóide
  • Diarréias e disenterias bacterianas, como a cólera
» Implantar sistema adequado de disposição de esgotos melhorar as moradias e as instalações sanitárias

» Implantar sistema de abastecimento de água

» Promover a educação sanitária
Helmintos transmitidos pelo soloIngestão de alimentos contaminados e contato da pele com o solo.
  • Ascaridíase (lombriga)

  • Tricuríase
  • Ancilostomíase (amarelão)
» Construir e manter limpas as instalações sanitárias

» Tratar os esgotos antes da disposição no solo

» Evitar contato direto da pele com o solo (usar calçado)
Tênias (solitárias) na carne de boi e de porcoIngestão de carne mal cozida de animais infectados
  • Teníase
  • Cisticercose
» Construir instalações sanitárias adequadas

» Tratar os esgotos antes da disposição no solo

» Inspecionar a carne e ter cuidados na sua preparação
Helmintos associados à águaContato da pele com água contaminada
  • Esquistossomose
» Construir instalações sanitárias adequadas

» Tratar os esgotos antes do lançamento em curso d’água

» Controlar os caramujos

» Evitar o contato com água contaminada
Insetos vetores relacionados com as fezesProcriação de insetos em locais contaminados pelas fezes
  • Filariose (elefantíase)
» Combater os insetos transmissores

» Eliminar condições que possam favorecer criadouros

» Evitar o contato com criadouros e utilizar meios de proteção individual
Grupos de DoençasFormas de TransmissãoPrincipais Doenças RelacionadasFormas de Prevenção
Transmitidas pela via feco-oral (alimentos contaminados por fezes)O organismo patogênico (agente causador da doença) é ingerido.
  • Leptospirose
  • Amebíase
  • Hepatite infecciosa
  • Diarréias e disenterias, como a cólera e a giardíase
» Proteger e tratar as águas de abastecimento e evitar o uso de fontes contaminadas

» Fornecer água em quantidade adequada e promover a higiene pessoal, doméstica e dos alimentos.
Controladas pela limpeza com águaA falta de água e a higiene pessoal insuficiente criam condições favoráveis para sua disseminação.
  • Infecções na pele e nos olhos, como o tracoma e o tifo relacionado com piolhos, e a escabiose
» Fornecer água em quantidade adequada e promover a higiene pessoal e doméstica
Associadas à água (uma parte do ciclo de vida do agente infeccioso ocorre em um animal aquáticoO patogênico penetra pela pele ou é ingerido.
  • Esquistossomose
» Adotar medidas adequadas para a disposição de esgotos

» Evitar o contato de pessoas com águas infectadas

» Proteger mananciais

» Combater o hospedeiro intermediário
Transmitidas por vetores que se relacionam com a águaAs doenças são propagadas por insetos que nascem na água ou picam perto dela.
  • Malária
  • Febre amarela
  • Dengue
  • Elefantíase
» Eliminar condições que possam favorecer criadouros

» Combater os insetos transmissores

» Evitar o contato com criadouros

» Utilizar meios de proteção individual
PoluentesParâmetro de CaracterizaçãoTipo de EsgotosConseqüências
Patogênicos» Coliformes» Domésticos» Doenças de veiculação hídrica
Sólidos em suspensão» Sólidos em suspensão totais
» Domésticos

» Industriais
» Problemas estéticos

» Depósitos de lodo

» Absorção de poluentes

» Proteção de patogênicos
Matéria orgânica biodegradável» Demanda bioquímica de oxigênio
» Domésticos

» Industriais
» Consumo de oxigênio

» Mortandade de peixes

» Condições sépticas
Nutrientes
» Nitrogênio

» Fósforo
» Domésticos

» Industriais
» Crescimento excessivo de algas

» Toxidade aos peixes

» Doenças em recém-nascidos (nitratos)
Compostos não-biodegradáveis
» Pesticidas

» Detergentes

» Outros
» Industriais

» Agrícolas
» Toxidade

» Espumas

» Redução da transferência de oxigênio

» Não biodegradabilidade

» Maus odores
































































































































































































A coleta, o tratamento e a disposição ambientalmente adequada do esgoto sanitário são fundamentais para a melhoria do quadro de saúde da população do município.



Vale destacar que os investimentos em saneamento têm um efeito direto na redução dos gastos públicos com serviços de saúde, segundo a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).



Para cada R$ 1,00 (um real) investido no setor de saneamento economiza-se R$ 4,00 (quatro reais) na área de medicina curativa.

As figuras 1 e 2 ajudam a visualizar o processo de transmissão de doenças através da água contaminada.

Na figura 1, observa-se que o esgoto não coletado contamina os corpos d’água e o solo, criando um ambiente propício à propagação de micro organismos patogênicos que, por sua vez, contaminam o córrego de onde a água para consumo na residência é captada.


Na figura 2, aparece um sistema de saneamento com instalações sanitárias, coleta, tratamento e disposição final adequada do esgoto, onde não se registra a presença de micro organismos patogênicos na água do córrego que serve como fonte de abastecimento humano.

Fonte: Água e cidade

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